Todos somos feitos das metáforas que ouvimos em criança.
Os verdadeiros valores que formam a matriz de cada um, foram formados por Capuchinhos Vermelhos, Ali-Babás, Gatas Borralheiras e Gatos das Botas...Ainda hoje, as histórias metafóricas, como as infantis, são instrumentos essenciais a quem tem, muitas vezes, no seu dia-a-dia profissional, que falar ao mais profundo do ser.
Acabei 2007 com uma metáfora, inicío 2008 com outra, e votos de um grande Ano!
Um homem passeava ao nascer do sol numa praia deserta .
À medida que caminhava, avistou outro homem à distância. Ao aproximar-se , notou que ele se inclinava, apanhando algo que atirava em seguida à água. Repetidamente, continuava a atirar coisas ao mar.
Chegando mais perto, o nosso amigo percebeu que o homem estava a apanhar estrelas do mar que haviam sido levadas para a praia e, uma de cada vez, lançava-as de volta à água.
Ele ficou intrigado. Aproximou-se do homem e disse:- Bom dia, amigo. Estava a tentar adivinhar o que você está a fazer.
O homem sorriu e disse: - Estou a devolver estas estrelas do mar ao oceano. Sabe, a maré está baixa e todas estas estrelas do mar foram trazidas para a praia. Se eu não as lançar de volta ao mar, elas morrerão por falta de água e secas pelo sol.
- Entendo - respondeu o homem, mas deve haver milhares de estrelas do mar nesta praia. Provavelmente você não será capaz de as apanhar todas . É que são mesmo muitas. Além de que isso está a acontecer em centenas de praias acima e abaixo desta, ao longo de toda a costa.Devolver ao mar umas quantas não fará diferença alguma!
O homem sorriu, curvou-se, apanhou uma outra estrela do mar e, ao arremessá-la de volta ao oceano, replicou:
- Para aquela estrela, fez toda a diferença.
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